16 de novembro de 2025

Transformado pela presença de Deus

Transformado pela presença de Deus

(Gênesis 32.1-32 – Ntlh).
Introdução:
Como tem sido a sua história de vida?
Será que ela tem sido associada à decepção amorosa, ao fracasso profissional, à injustiça, a enfermidades, lutas na vida financeira, uma vida espiritual fraca e cansativa.
Na Bíblia, nós encontramos um homem que era sinônimo de “trapaça”, “engano” e “falsidade”:
Jacó durante boa parte da sua vida – mesmo tendo a promessa de Deus sobre si – não experimentou das grandezas proporcionadas pelo Altíssimo. Foi necessário um desafio para que a transformação acontecesse em sua vida.

Jacó era neto de Abraão e filho de Isaque, ou seja, toda a bênção era com ele.
Ele tinha tudo para ser bem sucedido em todas as áreas da vida. Porém, ele tentou alcançar o sucesso por meio da trapaça.
Para entender o motivo dele ter feito isso, é preciso compreender como era a vida nos tempos de Jacó: naquela época, era muito importante ser o primogênito, pois, era ele o sucessor do pai, o líder da família.
Jacó, apesar de ter nascido gêmeo de Esaú, veio ao mundo logo atrás do irmão – agarrado ao seu calcanhar. Foi ali que deu origem ao nome de Jacó como “aquele que agarra o calcanhar, ou aquele que trapaceia”.
Os meninos cresceram, mas Jacó sempre aguardou uma oportunidade para conseguir a primogenitura do irmão. Certo dia, Isaque – que já estava cego e avançado em idade – chamou Esaú para transferir a sua bênção a ele. Entretanto, enquanto Esaú havia saído para caçar e preparar uma refeição para o pai, Jacó – com a ajuda de Rebeca, sua mãe – vestiu-se com as roupas do irmão. E, passando-se por Esaú, enganou Isaque, o qual o abençoou.
Esaú quando voltou da caça e descobriu o que havia acontecido, ficou furioso e quis matar Jacó. (Gênesis 27:1-46)

Obviamente, Jacó teve de fugir e dirigiu-se para a casa de seu tio Labão, irmão de Rebeca.
No caminho, Jacó dormiu e teve um sonho em que Deus reafirmava a promessa que ainda tinha com ele. (Gênesis 28:10-19).

Ou seja, o Altíssimo estava disposto a perdoá-lo e a seguir com a Sua promessa.

Colhendo o que plantou (Gênesis 29:1-25)
Chegando ao local onde Labão morava, Jacó se apaixonou por Raquel, a filha mais nova, e decidiu trabalhar durante sete anos para se casar com ela. No dia do casamento, Jacó descobriu que o seu sogro o havia enganado, entregando-lhe Lia, a filha mais velha. Jacó estava colhendo o que plantou. Ele que tanto foi ardiloso, agora era trapaceado. Mas, ele não desanimou e trabalhou mais sete anos pela filha mais nova.
Com o avanço do tempo, Jacó construiu uma grande família e adquiriu muitos bens. Labão e os filhos homens começaram a ter inveja de Jacó, por causa disso. Então, Jacó de novo agiu sorrateiramente e fugiu do sogro na calada da noite, em direção à casa de seus pais, levando consigo toda a família e os bens que havia conquistado.

Vinte anos após ter fugido, Jacó estava voltando para sua terra e sua parentela (Gênesis 31.3), prestes a reencontrar seu irmão Esaú, de quem fugira após enganá-lo.
Jacó estava carregado de incertezas, seu passado botava medo, muito medo, pois ele não sabia como Esaú o receberia. Tentando se precaver, enviou presentes e dividiu sua família em grupos, mas, no fundo, sabia que nada disso garantiria sua segurança.
Então, à noite, ele permaneceu sozinho no Vau de Jaboque – um local cortado por um rio raso. Ali, angustiado com a possibilidade de sua morte e de sua família, triste, abatido, repleto de amarguras, Jacó buscou a presença de Deus. Ele foi sincero, transparente, diante do Altíssimo, e se entregou completamente. Por causa disso, um Anjo, que simbolizava a figura do Senhor, apareceu naquele lugar. Jacó viu nele a oportunidade de ser, finalmente, salvo de tudo. E se agarrou com todas as forças e fé naquela figura espiritual.
“O Anjo disse: Deixa-me ir, porque já está amanhecendo. Porém (Jacó) disse: Não te deixarei ir, se não me abençoares. E disse-lhe (o Anjo): Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. Então disse (o Anjo): Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.” (Gênesis 32.26-28)

O encontro foi intenso. Jacó sempre lutou por aquilo que queria conquistar: ainda no ventre de sua mãe, segurou o calcanhar de Esaú ao nascer; comprou a primogenitura com um prato de lentilhas; enganou o pai para receber a bênção; trabalhou anos para Labão para conseguir esposas. Ao longo da vida, usou astúcia para conquistar o que desejava. Mas agora, diante de Deus, ele não podia vencer com sua própria força.
Quando o anjo tocou sua coxa, percebeu sua fragilidade. Ferido e quebrado, ele se agarrou ao anjo e declarou: Não te deixarei ir, se me não abençoares (Gênesis 32.26).
Naquele momento, ele compreendeu que a verdadeira bênção não vinha de sua esperteza, mas de sua rendição a Deus. Esse encontro não foi um evento isolado na vida de Jacó. Anos antes, enquanto fugia de Esaú, ele havia tido uma experiência sobrenatural em Betel (Gênesis 28.10-22), quando viu a escada que ligava a terra ao céu e ouviu a voz de Deus. Naquele momento, recebeu promessas, mas agora, no vau de Jaboque, ele não apenas ouve, mas interage diretamente com o Senhor. Sua transformação está sendo selada. O encontro foi transformador. A resposta divina não foi apenas uma bênção comum. Jacó morreria naquela noite, o trapaceiro o enganador iria morrer para dar lugar ao Israel, que significa aquele que luta com Deus (Gênesis 32.28). Isso não quer dizer que Jacó venceu Deus, mas que foi transformado ao perseverar em busca de sua presença. De enganador, ele se tornou um príncipe de Deus. De manipulador, transformou-se em alguém quebrantado. De uma pessoa confiante em sua própria força, saiu consciente de sua fraqueza e dependência. Seu novo nome representava uma nova identidade e um novo propósito. Jacó entrou no vau de Jaboque como um homem tentando controlar seu futuro, mas saiu dali como Israel, um homem que tinha seu futuro guiado pelo Senhor. Aprendeu que o poder de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza (2 Coríntios 12.9).
Seu novo nome se tornaria o nome de toda uma nação.
O encontro foi inesquecível. Após essa experiência, Jacó saiu mancando. O toque de Deus deixou uma marca permanente. Ele jamais andaria da mesma forma novamente. Os passos, antes falsamente seguros em si mesmos, passam a ser firmes no Senhor. Trocadilhos à parte, saiu mancando para não mais dar mancadas. Encontros genuínos com Deus nos transformam e nos fazem caminhar de maneira diferente. O mancar de Israel simboliza sua nova dependência de Deus. Ele não precisava mais confiar em seus próprios planos, pois agora carregava a marca de um homem cuja vida fora redefinida pelo Senhor. Jacó deu àquele lugar o nome de Peniel, que significa “face a face com Deus”.

A força do Altíssimo encheu Jacó – que agora era “Israel” -, e ele avançou para se encontrar com Esaú. Já não havia mais medo, desespero, incertezas, complexos ou remorsos. O Jacó chegou ao vau de Jaboque carregado pelo medo e a incerteza, agora transformado em Israel, sem se intimidar aproximou-se do irmão Esaú, que o recebeu de braços abertos e sem ressentimentos.

Naquele dia, Deus promoveu o cumprimento de Sua promessa na vida daquele homem.

Sua vida também pode ser transformada hoje.

Jacó usou o “jogo de cintura” ao longo de toda a sua vida, mas, ao final – no Vau de Jaboque -, consertou-se com Deus e compreendeu, definitivamente, o poder da fé iniciada em seu avô, Abraão, e em seu pai, Isaque.

Talvez, você queira ter um “novo nome”, pois está cansado de ser chamado de caloteiro, enganador, infiel, derrotado, enfim, diversos nomes que só lhe jogam para baixo. Assim como Jacó teve o nome mudado para “Israel”, o seu nome também pode ser mudado.

Você pode alcançar em Deus a transformação total e completa para a sua vida.

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